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Salvador - Trinta quilômetros de
faixas exclusivas para ônibus estão sendo implantados pela
Superintendência de Engenharia de Tráfego (SET) ao longo das
avenidas...
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Cuidado com profissionais e empresas
desonestas que atuam no mercado, garantindo que cancelam qualquer tipo de
multa de trânsito, pois milagres nessa área, não existem.
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| Sumário
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Placa de sinalização de radar
agora é obrigatória
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Os radares que controlam a velocidade
nas avenidas e estradas terão que estar
sinalizados e visíveis a partir de 6 de
dezembro. Onde isso não acontecer, a multa
poderá ser anulada, conforme decisão
do Conselho Nacional de Trânsito (Contran)
publicada ontem no Diário Oficial da União.
Nas ruas e avenidas de Campinas há placas
de sinalização avisando a presença
de fiscalização eletrônica,
mas nem todos os radares estão visíveis.
Vários deles estão encobertos por
árvores ou em locais de difícil
visualização.
O presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento
de Campinas (Emdec), Gerson Bittencourt, informou,
por meio da assessoria de imprensa, que todos
os radares são sinalizados e que, existindo
alterações a serem feitas, Campinas
irá se adequar rapidamente a decisão
do Contran. O conselho dá prazo de um ano
para que as Prefeituras apresentem estudos técnicos
que justifiquem a presença da fiscalização
eletrônica onde ela está implantada.
As prefeituras já deverão ter os
estudos técnicos para os novos instrumentos
medidos de velocidade a serem instalados. Esses
estudos devem contemplar, entre outras variáveis,
os índices de acidentes, as características
da localidade, a velocidade máxima da via,
a geometria da via, densidade veicular, o potencial
de risco aos usuários, garantindo a visibilidade
do equipamento.
A decisão do conselho de
trânsito divide opiniões entre os
motoristas. "Esses radares são uma
forma de arrecadação. As pessoas
têm que saber onde há fiscalização
eletrônica e ver o radar. Se não,
a gente fica com a sensação de que
a multa foi aplicada sem critério",
comentou Anésio Cintra, bancário,
que recebeu uma única de radar nos 20 anos
de motorista. "É bom todos saberem
onde tem radar, porque assim as pessoas sabem
onde podem correr", ironizou o comerciante
José Cleber Vigotto, multado duas vezes
no ano passado por excesso de velocidade. "Mas
acho que quem obedece a lei e dirige na velocidade
permitida, nem precisa saber se tem ou não
radar", comentou.
Desde maio, a Emdec vem instalando
placas de sinalização nas ruas onde
existem equipamentos de fiscalização
eletrônica. Na época a colocação
das placas não era obrigatória,
mas os avisos foram instalados, coincidentemente,
no mesmo período em que surgiu intensa
polêmica sobre o aumento da quantidade de
equipamentos de 32 para 42 e ao remanejamento
de pontos fiscalizados, implantados a partir do
final de 2003.
A Emdec, quando começou
a instalar as placas, não admitiu que estava
adotando o procedimento por causa de pressão
popular e da Câmara Municipal, que chegou
a pedir explicações sobre o aumento
no número de radares. Na Estrada da Rhodia,
em Barão Geraldo, a placa foi colocada
atendendo a reivindicações de moradores,
que chegaram a fazer um abaixo-assinado com 1,5
mil nomes pedindo a anulação das
multas registradas. Foram 8.034 notificações
entre setembro e dezembro do ano passado.
Mas os dois radares instalados
naquela estrada, nos dois sentidos da via, estão
ocultos por árvores. Dos dois radares instalados
na Rua Carolina Florence, um também está
escondido no meio dos galhos de uma árvore.
A partir do dia 6 de dezembro, os motoristas que
receberem multas ao passarem por aqueles radares
em velocidade acima da máxima permitida
naquele local, e recorrerem a uma das Juntas Administrativas
de Recursos de Infrações (Jari),
poderão ter a multa cancelada.
A obrigatoriedade de sinalização
para os equipamentos de fiscalização
existiu até 2003, quando o governo federal
alterou a resolução do Contran.
O prazo para instalação de sinalização
onde existem radares é até 6 de
dezembro, mas os novos equipamentos que forem
instalados a partir de agora já terão
que vir acompanhados das placas indicativas.
Fonte: Maria Teresa Costa /// Agência
Anhangüera
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Sinalização de radar será
obrigatória em todo o país
TRÂNSITO-Prefeituras terão de
se adaptar às novas regras até dezembro
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Brasília - Os cerca de
3 mil radares que controlam a velocidade nas avenidas
e estradas do país terão de estar
sinalizados e visíveis a partir de 6 de
dezembro. No local onde isso não ocorrer,
a multa recebida poderá ser anulada.
A nova resolução do Conselho Nacional
de Trânsito (Contran) está publicada
hoje no Diário Oficial da União.
A decisão foi tomada em uma reunião
extraordinária do conselho e, segundo o
ministro das Cidades do governo Lula, Márcio
Fortes, foi motivada pelo recente acidente no
Rio que causou a morte de cinco jovens. "O
acidente no Rio foi a gota d'água. O objetivo
do radar só pode ser um: evitar acidentes
e salvar vidas. Precisamos acabar com a indústria
das multas", justificou o ministro, que teve
um filho morto num acidente de trânsito
em 2004. "O que ficou constatado é
que, sem sinalização, deixa de haver
o elemento inibidor", afirmou o presidente
do Contran, Alfredo Peres da Silva, autor da deliberação.
A obrigatoriedade de sinalização
para os equipamentos de fiscalização
existiu até 2003, quando o próprio
governo Lula alterou a resolução
do Contran. À época, o então
diretor do Departamento Nacional de Trânsito
(Denatran), Aílton Brasiliense Pires, afirmou
não ver motivo para sinalizar a presença
do radar, pois "o motorista precisa cumprir
a lei em toda a via" e não só
onde há fiscalização. Ontem,
ele não foi localizado para comentar a
volta da obrigatoriedade.
O entendimento do governo, em 2003,
era a de que as placas não diminuíam
os acidentes, já que o motorista, muitas
vezes, reduzia a velocidade próximo do
radar, mas voltava a trafegar acima do limite
permitido. O atual presidente do Contran afirmou
que não há um levantamento nacional
que mostre que a medida tenha aumentado ou diminuído
o número de acidentes.
O Contran também recomenda
que em locais onde o radar não reduza a
ocorrência de acidentes ou onde já
houver um número elevado sejam instaladas
lombadas eletrônicas. Para completar, a
deliberação do conselho estabelece
a obrigatoriedade de estudos técnicos para
a instalação de novos radares. Serão
levados em conta, por exemplo, o número
de acidentes no local, a quantidade de pistas,
a presença de cercas e o fluxo de veículos.
Os radares que já estão
instalados terão que passar por esses mesmos
estudos num prazo máximo de um ano. O governo
alega que o objetivo é fazer com que haja
mais transparência na escolha do local onde
serão instalados os radares para evitar
que se concentrem em lugares onde há poucos
acidentes, mas grande possibilidade de multas.
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Fonte: (RS) ///
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Via Exclusiva
- Ônibus e carros particulares terão
que respeitar faixas para coletivos a partir
de 1º de dezembro, ou serão multados.
Os ônibus de Salvador serão obrigados
a trafegar na via exclusiva a partir do dia
1º de dezembro |
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Trinta quilômetros
de faixas exclusivas para ônibus estão
sendo implantados pela Superintendência
de Engenharia de Tráfego (SET) ao
longo das avenidas Paralela, Bonocô
e Vale do Ogunjá até a Estação
da Lapa. Até o dia 1º de dezembro,
os motoristas de ônibus que não
circularem exclusivamente por esta via e
os motoristas de carros particulares que
não respeitarem a faixa serão
notificados e, posteriormente, convocados
para assistir a palestras educativas na
sede do órgão. Após
este prazo, tanto motoristas de ônibus
quanto os de carros pequenos serão
multados.
Os motoristas de veículos
de pequeno porte que trafegarem na via entre
as 6h e as 22h, serão autuados por
infração leve, com multa de
R$53,52 e três pontos subtraídos
da carteira de habilitação.
Já o ônibus que sair da faixa
tem sua infração considerada
como média, o que acarreta uma multa
de R$85,13 e a perda de quatro pontos. "A
multa vai para a empresa e os pontos são
tirados da habilitação do
motorista", disse o gerente de trânsito
da SET, Ariel Carneiro.
A faixa exclusiva do Dique
do Tororó já está concluída
e em fase de observação. Nesta
área, os motoristas de carros pequenos,
apesar da sinalização, invadem
a área para fugir do engarrafamento.
A tentativa é arriscada, pois os
ônibus circulam pela área em
alta velocidade. "A gente vem em uma
velocidade e quando o carro entra temos
que reduzir de vez", disse o motorista
da linha Mata Escura/Lapa, Roberto Livramento.
Livramento reclama, ainda,
do desnível existente em alguns trechos
da via. "Colocaram a faixa aonde era
o acostamento, mas não fizeram um
recapeamento. Ali pelo Dique do Tororó
tem trechos cheios de bueiros. Isso acaba
com o carro", reclamou.
Acidentes - Além de
reduzir o tempo gasto nos trajetos dos coletivos
e conseqüentemente possibilitar uma
melhoria no serviço, as faixas têm
o objetivo de reduzir o número de
acidentes envolvendo ônibus e carros.
No ano passado, foram registrados pela SET
2.488 acidentes do tipo.
Salvador conta com 2.488
ônibus pertencentes a 18 empresas,
que, somados a uma frota de quase meio milhão
de veículos, tem tornado o trânsito
cada vez mais congestionado. "Criamos
a faixa para conseguir que o trânsito
flua melhor e os ônibus possam aumentar
sua velocidade média, chegando assim
mais rápido ao seu destino",
disse o gerente de sinalização
da SET, Luís Carlos Almeida.
Entre os motoristas de ônibus,
a criação da via exclusiva
tem repercutido bem. Alguns acreditam que
vão conseguir escapar dos engarrafamentos.
"Temos que cumprir o trajeto em 40
minutos, mas hoje mesmo demorei uma hora
por causa do trânsito carregado. Acho
que com a faixa vou conseguir cumprir o
tempo certinho", disse o motorista
da linha Pituba/Lapa, Dalton Damásio.
Para Edson Araújo,
que é motorista da linha Engomadeira/Lapa,
o problema maior está na região
da Fonte Nova. "Ninguém respeita
a faixa ali. Os motoristas, além
de trafegar por ela, ainda estacionam",
disse Araújo. Arlindo Moreira, que
é motorista há oito anos da
linha Engomadeira/Lapa, acredita que, com
a colaboração dos motoristas,
a faixa será uma boa saída
para melhorar o serviço de transporte
coletivo. "Se todo mundo obedecer a
faixa, o trânsito vai fluir melhor",
acredita.
Alguns condutores ainda não
notaram grandes mudanças com a implantação
da faixa, mas aguardam a entrada em vigor
da autuação para conferir
sua funcionabilidade. "No trânsito
não existe respeito, os motoristas
só obedecem na base da multa",
disse o condutor da linha Sete de Abril/Lapa,
Evandro Moura. Ele admite que algumas vezes
sai da via exclusiva e transita pela normal.
"Os outros carros invadem a faixa e
para desviar eu tenho que ir para outra
pista", justificou.
Motoristas questionam
multas
Entre os motoristas de Salvador,
a via exclusiva para ônibus tem sido
considerada positiva. Eles apenas discordam
da punição a que estão
sujeitos. "Se não tiver ônibus
passando não vejo por que não
deixar o carro pequeno andar por ali, principalmente
no horário de maior movimento",
disse a dona de casa, Marli Novaes.
Para o comerciante Cláudio
Costa, a multa seria dispensável
se os motoristas respeitassem as normas.
"Se os motoristas fossem mais conscientes
não ia precisar de multa, mas como
ninguém respeita nem faixa de pedestre
é o único jeito", disse.
A maior rapidez dos coletivos,
com a instalação da via tem
como maiores interessados os usuários
do sistema. Para a passageira Carmem Marques,
a via é desnecessária. "Ainda
não vi nada de positivo, mas outro
dia o ônibus ficou preso numa fila
enorme ali na Paralela. Tem hora em que
é muito ônibus para parar no
ponto e aí atrapalha", disse
Carmem.
O aposentado Nilson Santos
aprovou a idéia. "Pelo menos
de um ponto para o outro o ônibus
anda mais rápido. Se for pelo meio
dos carros para toda hora e demora muito",
disse Santos.
Fonte: Correio da Bahia ///
Repórter: Glaucia Farias
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Pardais são fábrica
de dinheiro no Distrito Federal. |
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É cada vez mais difícil
cometer infrações nas ruas do Distrito
Federal sem ser flagrado por aparelhos de fiscalização
eletrônica, policiais ou agentes de trânsito.
O Departamento de Trânsito (Detran) arrecadou
R$ 140 milhões entre janeiro de 2004 e
agosto de 2005 apenas com o pagamento de multas.
A quantia equivale a R$ 230 mil
recolhidos por dia. É como se 1.811 motoristas
pagassem, diariamente, multa de R$ 127, valor
da infração mais leve por excesso
de velocidade.
O problema é que o Detran
desviou quase 50% desses recursos para o pagamento
de funcionários, reformas e construção
de prédios, manutenção de
serviços administrativos e até pagamento
de contribuição previdenciária.
A prática é condenada
pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran)
e o Ministério Público do DF e Territórios
(MPDFT). O Código Brasileiro de Trânsito
determina que o dinheiro arrecado com multas seja
investido totalmente em sinalização,
engenharia de trafego, policiamento, fiscalização
e educação. O promotor de Defesa
do Patrimônio Público e Social, Ventuval
Martins Vasconcelos, afirmou, na última
quinta-feira, que vai requisitar os balancetes
contábeis do Detran referentes aos últimos
cinco anos. Havíamos detectado esse
problema nas contas de 2004. Vamos expandir a
investigação agora. Isso é
desvio de aplicação de recursos.
Custeio com folha de pagamento, obras e serviços
gerais têm que ser mantido pelo tesouro
do DF, afirmou Martins.
O coordenador-geral de Instrumental
Jurídico e de Fiscalização
do Denatran, Fábio Antinoro, afirma que
o artigo 320 do Código de Trânsito
e a deliberação 33/2002, do Conselho
Nacional de Trânsito deixa claro que as
multas pagas pelos motoristas brasilienses não
é revertida como manda a lei. Ele crítica
que o dinheiro das penas pecuniárias tenha
sido usado para construir prédios e pagar
funcionários, em vez de ser usado em fiscalização
e campanhas de conscientização.
Em resposta a pedido de informações
do deputado distrital Augusto Carvalho (PPS),
o Detran elaborou relatório, ao qual o
Correio teve acesso, onde explica como gastou
R$ 67,2 milhões em 2004 e R$ 54,9 milhões
entre janeiro e agosto de 2005, do dinheiro das
infrações de trânsito. Desse
total, as campanhas educativas receberam R$ 7,8
milhões e o investimento em policiamento
e fiscalização ficou $ com R$ 5,2
milhões. O valor é aquém
dos R$ 28,8 milhões utilizados no pagamento
de pessoal. O que faz o código ser
compreendido e aplicado é fiscalização
e educação, disse Antinoro.
Improbidade
O promotor Martins afirmou que
também pedirá informações
ao Tribunal de Contas do DF (TCDF). De acordo
com representante do MPDFT, o responsável
pelos desvios podem ser condenados por improbidade
administrativa. A pessoa pode até
perder o cargo. A lei não fala em serviços
gerais, disse o promotor. O TCDF informou,
por meio do chefe da assessoria comunicação,
Andrade Júnior, que existem vários
processos questionando isso, mas todos ainda em
tramitação.
O diretor da Diretoria Administrativa
e Financeira do Detran (Diafi), Erotildes Alves
de Castro, contesta as alegações
do MPDFT e do Denatran. Isso é uma
discussão que ninguém definiu ainda,
nem o Tribunal de Contas conseguiu definir em
quais atividades devo gastar esses recursos. E
ninguém está desviando dinheiro
para o bolso. Tudo é usado na política
de trânsito do DF.
Castro garante que o dinheiro empregado
em salários, construção de
prédios e vias é revertido em benefícios
para a população. Ele cita, como
exemplo, a contratação de 100 agentes
de trânsito no ano passado. O número
dobrou. A fiscalização é
feita pelos agentes, comentou. O diretor
disse que a construção de vias,
como a L4 Norte, contribuem para a segurança
de motoristas e pedestres. Às vezes,
você não atinge as pessoas só
por campanhas, mas sim com implantação
de sinalização, construção
de estradas e ações mais eficazes.
O homem responsável pelas
contas do Detran disse que precisa fazer
ginástica para definir como empregar
os recursos provenientes do orçamento do
órgão. A alternativa é
tirar o dinheiro das multas, comentou. Metade
do orçamento total do Detran para 2004
e 2005 R$ 280,6 milhões saiu
do bolso dos brasilienses infratores. É
graças a isso que evitamos os acidentes
e mortes. A frota cresce ano a ano, mas o número
de acidentes e mortes se mantém,
disse Castro.
Um cofre que só incha
Os radares fixos e móveis
respondem pela metade dos cerca de R$ 140 milhões
arrecadados com multas de trânsito entre
janeiro de 2004 e agosto desse ano. No entanto,
a arrecadação nos oito primeiros
meses de 2005 é 11% maior de que todo o
ano passado. As multas aplicadas pelos aparelhos
renderam R$ 36,2 milhões aos cofres do
Detran entre janeiro e agosto desse ano, contra
R$ 32,5 milhões em 2004.
O número de multas
não aumentou. O que melhorou foi a fiscalização
e as pessoas que procuraram se regularizar,
disse o diretor da Diafi, Erotíldes Alves
de Castro. O DF tem 126 radares móveis,
226 fixos e 110 registradores de infrações
em semáfaros.
O administrador Rogério
Marcos Ramos, 45 anos, calcula ter pago R$ 3 mil
em multas, nos últimos três anos.
No último dia 7, Rogério recebeu
mais duas notificações, ambas por
andar a 58 km/h em uma avenida onde a velocidade
máxima permitida é 50km/h. Ele ficou
surpreso ao ver que as duas infrações
foram aplicadas às 15h54 do dia 13 de setembro,
mas em locais diferentes.
A primeira aconteceu na W4 Norte,
na altura da 704, e a segunda na 706, 1 km à
frente. Nem se meu carro andasse à
velocidade do som, comentou Rogério,
que protocolou o Detran para recorrer da multa.
Entre janeiro de 2004 e agosto de 2005, o departamento
encaminhou, em média, 1490 multas por dia
a infratores.
Os equipamentos instalados nos
semáforos, com 400 mil multas encaminhadas
no período, é o dispositivos que
mais flagrou motoristas apressados. Os radares
fixos vêm em segundo lugar, com 299 mil
infrações encaminhadas. Os móveis
aplicaram 191 mil multas durante os 20 meses.
Fonte: Correio Web (Distrito Federal)
/// Repórter: Leandro Bisa da equipe do
Correio
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Novo erro de radar anula
mais 3.452 multas em São Paulo |
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Um novo erro na aplicação
de multas por radares na cidade de São
Paulo foi confirmado ontem pelo governo José
Serra (PSDB).
O problema, desta vez, se refere
a um equipamento fotográfico que acusou,
de forma indevida, excesso de velocidade em veículos
que estavam dentro do limite.
A falha foi cometida durante 11
dias deste mês e em outubro no viaduto Vereador
José Diniz, no sentido centro-bairro, sobre
a avenida Professor Vicente Rao, na zona sul da
capital paulista.
As 3.452 multas por excesso de
velocidade registradas nesse local no período
atingido serão canceladas pela CET (Companhia
de Engenharia de Tráfego) --inclusive as
que realmente descumpriam a sinalização
da via, já que a falha deixou todas em
xeque.
O novo problema foi divulgado pela
administração tucana um dia depois
do anúncio de que um erro no ajuste dos
relógios dos radares fixos na semana que
antecedeu a vigência do horário de
verão levou à aplicação
de 9.500 multas irregulares entre os dias 9 e
14 de outubro --sendo 8.954 de rodízio
e 546 por excesso de velocidade.
A falha eleva a quantidade total
das multas indevidas para quase 13 mil no momento
em que a gestão Serra adota um "choque
de fiscalização" para cercar
os infratores, com a instalação
de novos aparelhos eletrônicos.
As multas de rodízio praticamente
dobraram nos primeiros dez meses deste ano, chegando
a 650 mil. A arrecadação da prefeitura
com as autuações de trânsito
deve subir mais de 50% em 2006.
A falha no radar do viaduto Vereador
José Diniz ocorreu pela posição
incorreta do aparelho.
No local, há uma faixa de
ônibus à esquerda, onde a CET reduziu
a velocidade máxima de 60 km/h para 50
km/h no mês passado devido aos atropelamentos.
O limite não foi alterado nas demais faixas.
O radar foi programado para considerar
a velocidade máxima de 50 km/h --mas só
no corredor de ônibus. O problema é
que seu posicionamento acabou estendendo os mesmos
critérios de fiscalização
no restante da pista, onde é permitido
andar a 60 km/h.
O erro foi verificado nos dias
8, 12, 14, 17, 19, 22, 24, 27 e 29 de outubro
e 1º e 3 de novembro.
A CET diz que todos os procedimentos
para desconsiderar essas multas indevidas e os
pontos na carteira serão tomados pelo órgão.
Ou seja, os motoristas afetados não precisarão
fazer nada.
Eles receberão em casa uma
notificação do arquivamento do auto
de infração e da penalidade.
A CET também informou ontem
que ninguém chegou a pagar as multas indevidas
--inclusive as do rodízio-- porque só
foram enviados os avisos iniciais da autuação,
e não os boletos.
Radar da marginal
Um radar fixo instalado na pista
expressa da marginal Pinheiros, sentido Interlagos-Castelo
Branco, depois da ponte do Jaguaré, liderou
a lista de multas indevidas de rodízio
e velocidade aplicadas devido à falha na
programação dos relógios
na semana anterior à mudança do
horário de verão.
No total, foi detectado esse tipo
de problema nos radares fixos instalados em nove
pontos da capital paulista. O da marginal Pinheiros,
após a ponte do Jaguaré, concentrou
sozinho 46% das 8.954 multas indevidas de rodízio
e 26% das 546 de velocidade.
Isso porque ele ficou mais tempo
com a falha --entre 9 a 14 de outubro--, comprometendo
as multas. Os demais oito pontos operaram com
os relógios incorretos durante dois dias
--9 e 10.
Entre eles estão endereços
nas avenidas do Bandeirantes, Indianópolis
e 23 de Maio, na zona sul.
O erro no ajuste da hora levou
motoristas que rodavam em uma hora permitida a
receber multa --enquanto outros que burlavam a
proibição passaram impunes.
Todas as infrações
registradas por esses aparelhos nesse período
serão desconsideradas --inclusive as de
velocidade-- porque as falhas no horários
que foram registrados já as tornam irregulares.
A empresa Engebras, que controla
os radares fixos, admitiu ter sido responsável
pela falha na programação dos relógios,
mas disse que também foi ela quem tomou
a iniciativa de alertar a CET sobre os erros.
Ela informou, pela assessoria de imprensa, que
terá sua remuneração descontada.
Fonte: Folha de São Paulo
/// Repórter.: Alencar Izidoro
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Detran não pode
cobrar multa sem permitir defesa |
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A administração pública
não pode cobrar multa de trânsito
sem dar ao motorista a possibilidade de defesa
prévia. Com esse entendimento, o juiz Álvaro
Luis de A. Ciarlini, da 2ª Vara da Fazenda
Pública do Distrito Federal, mandou o Detran
suspender a cobrança de multas de dez motoristas.
O juiz determinou que as multas
ficarão suspensas até que o Detran
expeça a notificação das
autuações dirigidas aos proprietários
dos veículos. Cabe recurso. Segundo os
autos, os condutores receberam as notificações
informando sobre a penalidade e entraram na Justiça
com a alegação de que o procedimento
ofendeu o princípio da ampla defesa, do
contraditório e do devido processo legal.
Fonte: Agência Estado ///
Repórter: Não Informado
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Esquema de irregularidades
faz SP rever multas de trânsito |
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São Paulo - A Prefeitura
de São Paulo deve emitir mais de 7 mil
multas de trânsito de recursos que já
haviam sido arquivados, após identificar
um esquema de irregularidades. Por outro lado,
terá de cancelar 8.954 autuações
de descumprimento do rodízio e 546 de excesso
de velocidade, flagradas de 9 a 14 de outubro
pelos radares fixos instalados em nove locais.
Os relógios dos equipamentos foram acertados
no horário de verão antes da data
correta - ele começou em 16 de outubro.
As irregularidades, apontadas nesta
Segunda-feira, ocorreram na Comissão de
Defesa da Autuação (CDA) do Departamento
de Operação do Sistema Viário
(DSV), que analisa recursos de donos de veículos
na fase de notificação da autuação,
que antecede a emissão da multa. "A
sindicância apontou que, de cada três
infrações perdoadas, duas o foram
indevidamente. Não tenho dúvida
de que tem esquema aí, esquema de bandido",
disse o prefeito José Serra.
Ele acredita que empresas especializadas
em recorrer de multas estejam envolvidas. "É
coisa industrializada, engraxada com propinas
e gorjetas. Não é possível
que a maioria da população cumpra
com seus deveres e meia dúzia de espertalhões
passe por cima disso."
Dois funcionários da Companhia
de Engenharia de Tráfego (CET), emprestados
para o DSV, já foram afastados. Segundo
o secretário municipal dos Transportes,
Frederico Bussinger, o problema foi identificado
no posto do DSV da Marginal do Pinheiros. Os recursos
eram apresentados pessoalmente no local e recebidos
pelos dois funcionários. "E eles os
avaliavam", disse Bussinger.
O recurso da defesa prévia
entrou em vigor em agosto de 2004. Ele permite
uma espécie de triagem, antes de o caso
chegar às Jaris, que são a primeira
instância de recurso, e da emissão
definitiva da multa. Entre agosto de 2004 e setembro
de 2005, foram arquivados 10.831 casos. Um número
exagerado. "Auditores já avaliaram
1.600 autos (15%), e 69% têm deferimento
indevido", disse Bussinger. Se mantido o
índice, devem ser emitidas mais de 7 mil
multas. No primeiro lote de 61 recursos avaliados,
38 foram escritos com a mesma letra, incluindo
as assinaturas. A prática poderia existir,
se houvesse procurações, mas nenhuma
foi encontrada.
"A CDA não devia avaliar
questões de mérito, porque não
é sua competência, só as formais,
como falta de documentos e assinatura que não
conferia com o documento", afirmou Bussinger.
Mas avaliava o mérito e deixava passar
irregularidades. Muitos recursos foram arquivados
por falta de documentos. "Deveriam ter sido
devolvidos com pedido de que os dados fossem completados."
Os funcionários, diz o secretário,
admitiram "falha técnica" e alegaram
excesso de trabalho.
O relatório da sindicância,
que vai continuar, foi enviado ao Ministério
Público, à Ouvidoria do Município
e ao Tribunal de Contas do Município. Denúncias
podem ser feitas pelo telefone 0800-175717. O
recurso deve passar a ser feito por carta.
Os donos dos veículos vão
receber em casa o cancelamento de autos de infração
de rodízio e excesso de velocidade emitidos
por nove radares, de 9 a 14 de outubro. Eles tiveram
os relógios automaticamente corrigidos,
mas para o horário de verão de 2004.
Quem já pagou será ressarcido.
Fonte: O Estado de São Paulo
/// Repórter: Marisa Folgato.
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15 mil motoristas podem
perder carteira em SP |
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O Departamento de Trânsito
de São Paulo (Detran) divulgou hoje uma
lista com 15,643 mil motoristas que podem ter
a carteira de habilitação suspensa
no Estado de São Paulo. Desse total, cerca
de 6 mil são da Grande São Paulo.
Podem perder a carteira os motoristas
que atingiram 20 pontos ou mais em 12 meses ou
cometeram infrações que levam à
suspensão por si só, como disputa
de racha, dirigir embriagado, ou motoqueiros que
dirigem sem capacete. Os infratores devem receber
uma notificação via correio. Após
o conhecimento sobre a punição,
o motorista tem 30 dias para recorrer da decisão.
Por meio do registro da carteira,
o motorista pode conferir sua pontuação
no site do Detran pelo seguinte link www.detran.sp.gov.br/multa_pontuacao/in_pontuacao.html.
Fonte: JB on-line /// Repórter.:
Não informado
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Detran apreende 53 veículos
irregulares no Rio |
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O Detran apreendeu hoje 53 veículos
em situação irregular durante operação
realizada na altura da 33ª DP (Realengo),
no Rio de Janeiro. A maioria estava sem licenciamento
anual obrigatório. A operação
de fiscalização, que aconteceu das
8h30 às 17h, foi coordenada pelo Detran,
em parceria com o Batalhão de Policiamento
de Trânsito (BPTran).
As 50 motos, duas kombis e um carro
de passeio foram levados para o depósito
do Detran, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Os
proprietários têm até 90 dias
para regularizar a situação dos
veículos. Caso contrário, eles serão
leiloados.
De acordo com o Artigo 230 do Código
de Trânsito Brasileiro, conduzir veículo
que não esteja devidamente licenciado é
infração gravíssima. Além
de ter o carro apreendido, o proprietário
perde sete pontos na carteira e paga multa de
R$ 191,54.
Fonte: JB on-line /// Repórter.:
Não informado
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São Paulo terá mais 168 radares
de rodízio
Novos dedos-duros vão começar
a funcionar no início de 2006. Número
de equipamentos passará dos atuais 38 para
206, um aumento de 442%
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A partir do início do ano
que vem, será praticamente impossível
furar o rodízio na cidade de São
Paulo sem ser multado. Isso porque a Prefeitura
de São Paulo instalará mais 168
dedos-duros na Capital, equipamento
que faz a leitura automática das placas
dos veículos, detecta e multa os que desrespeitam
o rodízio.
Hoje, já existem 38 dedos-duros
funcionando na cidade: 23 acoplados a radares
fixos, 11 em lombadas eletrônicas e 4 embutidos
em veículos. Em 2006, serão 206
equipamentos deste tipo no município, um
aumento de 442%.
A medida faz parte do que a gestão
do prefeito José Serra (PSDB) chama de
choque de fiscalização,
que já começou a ser implementada
neste ano e será ampliada em 2006. Além
do aumento de dedos-duros, haverá
ainda um número bem maior de radares fixos
e lombadas eletrônicas. Ambos fiscalizam
o excesso de velocidade.
Segundo dados da Companhia de Engenharia
de Tráfego (CET), os radares vão
aumentar de 40 para 175 e o número de lombadas,
que hoje são 100, subirá para 153.
O aperto na fiscalização
trará conseqüentemente um aumento
da arrecadação de multas. No Orçamento
de 2006, a Prefeitura já projeta uma elevação
de 57% na arrecadação com multas
de trânsito. A estimativa da administração
municipal é embolsar quase R$ 200 milhões
a mais. Neste ano, as infrações
de trânsito devem render R$ 351 milhões,
segundo dados do Serviço de Execução
Orçamentária. Para 2006, a projeção
é de R$ 550 milhões arrecadados
com multas.
Segundo o presidente da Companhia
de Engenharia de Tráfego (CET), Roberto
Scaringella, não se pode falar em indústria
de multas, e sim em indústria de infrações.
Não fabricamos situações
de desrespeito à lei.
Fonte: Jornal Diário de
São Paulo /// Repórter: Regina Terraz
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Multas crescem 93% na Capital de São
Paulo
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De janeiro a outubro deste ano,
a quantidade de multas aplicadas por causa de
motoristas que desrespeitam o rodízio praticamente
dobrou em relação ao mesmo período
do ano passado. Nos primeiros dez meses de 2004,
foram aplicadas 337 mil multas de desrespeito
ao rodízio. Neste ano, no mesmo período,
foram quase 650 mil, ou 93% a mais.
Parte do aumento do número
de multas se deve aos novos equipamentos que detectam
quem fura o rodízio, os chamados dedos-duros.
Atualmente, existem 38 aparelhos deste tipo funcionando
na cidade.
O presidente da Companhia de Engenharia
de Tráfego (CET), Roberto Scaringella,
diz que o aperto na fiscalização
fez com que houvesse um aumento no índice
de respeito ao rodízio. Em outubro deste
ano, a obediência ao rodízio atingiu
88% no período da manhã e 82% à
tarde. No ano passado, os índices foram
de 84% (manhã) e 77% (tarde).
Scaringella afirma que ainda não
é possível saber se o aumento na
fiscalização aumentou a fluidez
no trânsito da cidade. Segundo ele, há
vários fatores que influenciam o comportamento
do trânsito, como chuvas e acidentes, por
exemplo. A média de congestionamentos do
mês passado à tarde foi de 117 km,
mais baixa que a do mesmo mês em 2004, que
foi de 124 km. Já no período da
manha, a situação se inverte: no
ano passado o mês de outubro teve 81km e
este ano, 84km.
Fonte: Jornal Diário de
São Paulo /// Repórte.: Não
Informado
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CET nega meta para multas em São Paulo
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O presidente da Companhia de
Engenharia de Tráfego (CET), Roberto Scaringella,
negou ontem que a companhia esteja impondo metas
de multas a marronzinhos ou mesmo que a empresa
esteja exigindo que os agentes de trânsito
cumpram médias históricas de autuações
ou de ocorrências atendidas. Segundo ele,
a CET implantou há dois meses a medição
de desempenho individual (MID) para ter controle
objetivo do trabalho dos marronzinhos.
Toda a empresa saudável
precisa estabelecer avaliação de
desempenho. E eu não vejo nenhum motivo
para que os agentes de fiscalização
estejam fora dessa avaliação. Nós
avaliamos todo o trabalho, e não somente
autuações.
Ele (marronzinho) é, e deve
continuar sendo avaliado, até para benefício
da sociedade, que é quem o paga,
diz Scaringella. Segundo ele, os relatórios
não serão usados para constranger
os funcionários, mas para melhorar a gestão
do trânsito da cidade e o trabalho da CET.
Luiz Antônio Queiroz, presidente
do Sindviários, sindicato que representa
os marronzinhos, entende que a adoção
da medição individual de desempenho
é uma forma velada de pressionar os marronzinhos
a multar mais. Segundo ele, a gestão Serra
está focando todos os recursos públicos
na fiscalização com objetivo arrecadatório
e nada em ações de orientação
de trânsito e sinalização.
Fonte: Jornal Diário de
São Paulo /// Repórter: Não
Informado
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Novos radares começam a multar dia
15
Conurb instala equipamentos na Marquês de
Olinda, Paulo Schroeder e Monsenhor Gercino
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A Companhia de Desenvolvimento
Urbano de Joinville (Conurb) começou a
instalar esta semana os novos radares para o controle
de velocidade nas avenidas Marquês de Olinda,
Paulo Schroeder e na rua Monsenhor Gercino. As
mudanças promovidas no trânsito nos
últimos meses - especialmente pela pavimentação
de novos trechos de ruas e avenidas - provocou
um aumento no fluxo de veículos nestas
três vias.
Os projetos não estão
completos, mas o perigo enfrentado diariamente
pelos motoristas obrigou a companhia a adiantar
a fiscalização. O índice
de acidentes, segundo a Conurb, não cresceu.
No entanto, técnicos iniciaram a instalação
dos radares que começam a multar a partir
do dia 15. A explicação da Conurb
para a instalação de novos equipamentos
é simples: "controlar a velocidade
regulamentada da via e aumentar a segurança
do trânsito". Em Joinville, 13 radares,
um para cada sentido do fluxo, num total de 26
pardais, como são conhecidos, estão
espalhados por ruas da cidade, limitando a velocidade
à 60 km/h. Uma lombada eletrônica
obriga o motorista a reduzir para 40 km/h e está
localizada na rua Helmuth Fallgatter, no Boa Vista.
Mas os dados da Conurb confirmam
que a rua Blumenau - que liga a zona Norte ao
centro da cidade, passando pelos bairros América
e Santo Antônio - é a campeã
em número de infrações. A
via é controlado por dois radares. Os finais
de semana, durante à noite e a madrugada,
são os dias e horários com maior
frequência de flagrantes de desobediência
do limite de velocidade.
A multa depende do quanto acima do permitido foi
passado. No caso de 60 km, acima dos 67km/h até
os 79km/h, previsto no Código de Trânsito
Brasileiro, o valor é de R$ 127,69 e cinco
pontos na carteira de habilitação.
Acima dos 80km/h, é considerada infração
gravissíma, a pena é aumentada em
três vezes, ou seja, o condutor que desrespeitar
a lei vai desenbolsar R$ 574,61 e sete pontos.
Ele corre o risco, inclusive, de
perder o direito de dirigir. Se o prazo para recursos
não for observado, a multa pode ser lançada
na dívida ativa, impedindo o infrator de
conseguir liberação de documentos
como vistoria do veículo e até a
renovação da carteira nacional de
habilitação (CNH).
O dinheiro arrecadado com as multas
também precisa ser usado conforme regula
o Código de Trânsito Brasileiro.
O recurso deve ser aplicado em ações
exclusivas ao trânsito. Conforme explica
o gerente de trânsito Conurb, Eduardo Bartniak,
são projetos de engenharia de tráfego,
sinalização viária, educação,
fiscalização e policiamento.
Limites variam
Segundo o gerente de trânsito
Conurb, Eduardo Bartniak, os limites de velocidade
variam - no radar fixo são 60 Km/h e na
lombada eletrônica 40 Km/h - e "o objetivo
não é multar o condutor, mas proteger
a vida dele e de outros usuários do trânsito".
Na cidade, 18 vias tem controladores
de velocidade e em três foram instalados
novos radares, que funcionaram em sistema de rodízio.
Eles estão na rua Monsenhor Gercino e nas
avenidas Paulo Schroeder e Marquês de Olinda
(veja infografia nesta página). Na Marquês
de Olinda, segundo coordenador da área
de mobilidade e acessibilidade do Instituto de
Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPUJ), Vladimir
Tavares Constante, o projeto de controle de velocidade
ainda está incompleto. (AT)
Fonte: AN Cidade /// Repórter:
Antônio Tomaz
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Agentes de trânsito começam a
aplicar multas
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A partir de hoje, os agentes de
trânsito do Cabo de Santo Agostinho começarão
a aplicar multas. É a última etapa
do processo de municipalização do
trânsito da cidade, iniciado em maio e que
capacitou 30 guardas municipais para realizar
a fiscalização. O Cabo é
a 18ª cidade do estado e a nona da Região
Metropolitana do Recife a integrar o Sistema Nacional
de Trânsito (STN).
As multas poderão ser aplicadas
em todos os aspectos. Desde infrações
envolvendo pontos como circulação
e estacionamento de veículos a casos relacionados
aos condutores. A abragência resultou de
um convênio firmado entre a prefeitura e
o estado. "Como o processo de municipalização
é recente, continuaremos a orientar os
motoristas. Notificaremos os casos mais graves",
disse o secretário de Defesa Social, João
Batista de Moura.
A princípio, devido ao número
insuficiente de agentes de trânsito para
cobrir todo o município, a fiscalização
será mais intensa no centro. E haverá
pontos fixos de observação. Na maior
parte da cidade, o acompanhamento do trânsito
será feito por agentes em três viaturas
e duas motos. A meta do município, segundo
o secretário, é ter pelo menos 50
agentes. Para isso, vagas estão previstas
no concurso público a ser aberto ainda
este ano.
Todos os recursos arrecadados com
as multas serão destinados a ações
educativas do trânsito, policiamento e engenharia
de tráfego. Entre as medidas em estudo
está a possível instalação
de redutores de velocidade no trecho da BR-101
que corta o centro da cidade. A previsão
é colocar quatro equipamentos, sendo dois
em cada um dos sentidos da rodovia.
Fonte: Redação do
pernambuco.com ///com informações
do diario de pernambuco.
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Distrito Federal tem mais multas do que carro
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A quantidade de multas aplicadas
no Distrito Federal supera o número de
veículos em circulação. Em
2005, foram registradas 866.435 infrações
nas pistas brasilienses. Por essas mesmas ruas,
nesse mesmo período de tempo, trafegavam
855.399 veículos. É como se cada
automóvel brasiliense tivesse tomado pelo
menos uma multa, sendo que 1% deles teria levado
até mais de uma. Em estados brasileiros
onde a frota de veículos é semelhante
à do DF - Ceará, Espírito
Santo, Mato Grosso e Pernambuco - a quantidade
de multas aplicadas é bem menor do que
aqui.
Em Pernambuco, cuja frota corresponde
a um milhão de veículos, foram registradas
435 mil multas em 2005. Significa que, para cada
grupo de 10 automóveis, foram cometidas
quatro infrações no estado nordestino.
No Espírito Santo, com frota de 786 mil
veículos, para cada grupo de 10 veículos
foram cometidas duas infrações.
No Ceará, quarto lugar no ranking das multas,
apenas um em cada 10 automóveis foi autuado.
No Mato Grosso, registrou-se praticamente a mesma
proporção cearense de multas/veículos.
Tomando por base o valor mais baixo
de uma multa estabelecido pelo Conselho Nacional
de Trânsito (Contran) - R$ 53,20 -, as infrações
registradas no ano passado renderiam pelo menos
R$ 46 milhões aos cofres do Detran. Pela
quantidade de multas aplicadas no DF pode parecer
que os motoristas brasilienses são mais
mal-educados do que os de outros estados. Mas,
na verdade, eles são mais vigiados. Em
Pernambuco, apenas a área metropolitana
de Recife tem equipamentos de vigilância
eletrônica. No Ceará e no Espírito
Santo, a quantidade de radares e pardais em funcionamento
é menor do que na capital federal e, durante
parte de 2005, esses equipamentos não foram
utilizados por causa de problemas nos contratos
de concessão dos serviços. Já
no Mato Grosso, a fiscalização eletrônica
ainda não está implantada.
O DF tem 240 pardais, 15 radares
móveis e 100 detectores de avanço
de sinal instalados em suas vias urbanas e de
ligação. A vigilância eletrônica
exercida por eles foi responsável por registrar
quase 77% das infrações cometidas
no ano passado - o percentual corresponde às
multas por excesso de velocidade e por avanço
de sinal somadas.
Menos mortes
Para o diretor-geral do Detran, Antônio
Bomfim, a fiscalização eletrônica
no DF não é exagerada. "Os
radares e os pardais são equipamentos de
segurança. Eles serviram e servem para
reduzir a quantidade de mortes nas pistas brasilienses",
argumenta Bomfim. Segundo o Detran, desde que
os pardais foram adotados (1996), a velocidade
média nas pistas brasilienses caiu de 95
km/h para 65 km/h. Nesse mesmo período,
o índice de mortes para cada grupo de 10
mil veículos diminuiu de 12,9 para 5,4.
Professor da Universidade de Brasília
(UnB) e especialista em engenharia de tráfego,
Paulo Cesar Marques pondera que as características
do trânsito do DF são bem diferentes
das do resto do país. "O desenho urbano
aqui incentiva a velocidade, por isso essa quantidade
toda de multas." Segundo ele, a frota brasiliense
transita em uma grande área metropolitana
que é bastante fiscalizada, enquanto os
veículos de outros estados estão
divididos entre vários municípios,
muitos dos quais ainda sem fiscalização
eletrônica. "Brasília é
diferente de qualquer outro lugar do país,
por isso fica difícil comparar", diz
ele.
Para Paulo Cesar Marques, a fiscalização
eletrônica não representa apenas
um recurso de punição contra o motorista,
ela é também uma ação
educativa. "Por mais que possa parecer antipática,
a fiscalização é muito necessária.
Sem ela não teríamos reduzido o
número de acidentes", acredita. Mas,
na opinião dele, também é
urgente que as multas flagradas por meio de recursos
tecnológicos sejam revertidas em pontos
na carteira dos infratores. "Existem infratores
contumazes para quem o dinheiro da multa não
faz falta. Eles precisam de outro tipo de punição,
senão continuam com o sentimento de impunidade",
afirma o especialista.
Prevista no Código de Trânsito Brasileiro
(CTB), a pontuação na carteira estabelecida
a partir do número e gravidade de multas
recebidas implica a cassação do
direito de dirigir. Mas, no caso das multas registradas
por meio eletrônico, ainda não se
arranjou um jeito para que elas sejam revertidas
em pontuação. "Ainda há
controvérsia sobre como marcar as infrações
registradas por meio eletrônico. O problema
é que nem sempre é o dono do veículo
que está ao volante no momento em que o
carro é flagrado pelo sistema de vigilância",
explica Paulo Cesar Marques. Segundo o diretor
do Detran, Antônio Bomfim, o órgão
iniciará a marcação de multas
eletrônicas em setembro. Ele, contudo, não
deu detalhes sobre como funcionará o novo
sistema.
Taxista é exceção
Edson Domingos Costa, 51 anos,
passa em média 12 horas por dia ao volante
e, ainda assim, consegue ser um exemplo de bom
comportamento no trânsito. Taxista e, mais
recentemente, também funcionário
da Secretaria de Saúde do DF, onde, entre
outras funções, exerce o cargo de
motorista de ambulância, Edson Domingos
orgulha-se de ter levado apenas uma multa em 30
anos de carteira de habilitação.
"O pessoal me chama de roda presa, mas eu
prefiro ser roda presa a engordar o caixa do Detran",
conta ele que, durante o dia, trabalha no ponto
da 309 Norte.
Para o motorista-exemplo, seguir
as leis de trânsito é mais fácil
do que burlá-las. "Imagine o trabalho
que dá, decorar onde estão todos
os pardais. E, além disso, ficar acelerando
e desacelerando de acordo com a posição
deles, diz Costa. Sobre a única multa tomada
até aqui, ele conta que foi por excesso
de velocidade no caminho entre a Vila Estrutural
e o Laboratório do Guará. Atribui
a infração à exigência
de sua atividade profissional. "Eu tinha
amostras de exames dentro do carro da Fundação
Hospitalar, o diretor me ligou dizendo que elas
estragariam se eu não chegasse logo, então
meti o pé no acelerador", explica.
A velocidade da via era 60 km/h, Costa a ultrapassou
em 10km/h. Pagou R$ 127 em três prestações.
Fonte: Correio Braziliense ///Érika Montenegro
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Moradores protestam contra multas dentro das
quadras
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Uma polêmica na 314 Norte
traz à tona mais uma vez a questão
da falta de vagas nas quadras residenciais de
Brasília. Sob a alegação
de que já não há mais espaço
para tantos carros, os moradores costumam parar
os veículos em volta do balão principal
da quadra. Nos últimos dias, o Departamento
de Trânsito (Detran) intensificou a fiscalização
no local, multou os infratores e esquentou o assunto
entre a comunidade.
Em 2004, a pedido da prefeitura
da quadra, o Detran instalou duas placas no balão,
para lembrar os motoristas de que é proibido
estacionar ali. No entanto, os moradores dos prédios
vizinhos mantiveram o antigo hábito: uma
infração considerada média,
em que o motorista pode receber uma multa de cerca
de R$ 85, ter o carro removido e ainda perder
quatro pontos na carteira.
A prefeita, Abiail Ferreira, conta
que a quadra ganhou dois novos prédios
nos últimos cinco anos e que isso agravou
a situação da falta de vagas. "Não
vejo problema nenhum em parar os carros em volta
do balão. Todo mundo sabe que isso sempre
existiu e que não atrapalha o trânsito
na quadra", comenta a prefeita. Ela diz que
pediu ao Detran a instalação das
placas como forma de prevenir os moradores quanto
às multas.
Durante o mandato de Abiail, que
termina em outubro próximo, uma obra simples
também tentou solucionar o problema. A
área do balão foi diminuída,
segundo ela, para que a passagem dos outros carros
não fosse prejudicada. "Vou deixar
o cargo por causa desse balão, que só
tem me dado dor de cabeça. Eu não
posso fazer mais nada por aquilo. Já encaminhei
vários ofícios ao Detran para resolver
o problema e nada", diz a prefeita.
Desde a madrugada da última
quinta-feira, viaturas do Detran já passaram,
pelo menos, cinco vezes pela 314 Norte para notificar
os carros parados em volta do balão. A
maioria das rondas aconteceu durante a madrugada.
Em uma delas, os moradores contam que quatro viaturas
chegaram simultaneamente. O porteiro de um dos
prédios relata que o Detran multou cerca
de 30 carros nesses dias.
Segundo o chefe de Fiscalização
do Detran, Silvain Fonseca, a ronda na 314 Norte
aumentou por causa do grande número de
reclamações que partiram dos próprios
moradores. Como o balão fica no centro
da quadra, muitos alegam que os carros parados
dificultam a visibilidade dos motoristas e podem
acabar provocando acidentes. "Nosso papel
é fiscalizar a legislação
de trânsito. Se as placas de proibido estacionar
estão lá, então quem parar
ali está errado", afirma Fonseca.
Ele lembra que problemas desse tipo também
existem em muitas outras quadras das Asas Norte
e Sul.
O bancário Carlos Eduardo
Gomes, morador do bloco D da 314 Norte, foi multado
por estacionar em volta do balão e se irritou.
"Não tem condições.
Você chega em casa e simplesmente não
tem onde parar o carro. Agora, resolveram voltar
a multar. Acho que é perseguição
contra a gente", desabafa. Só no prédio
onde Gomes mora, o mais afetado pela proibição
de estacionar no balão, existem 48 apartamentos,
com uma média de dois carros por cada residência.
O síndico do prédio,
Carlos Effori, considera um exagero proibir que
se pare o carro em torno do balão. "Não
atrapalha o trânsito em hipótese
alguma. Principalmente de madrugada, quando os
agentes estão vindo multar", diz.
O Detran esclarece que não há horário
específico para a fiscalização
atuar. No momento em que as reclamações
chegam, as viaturas vão até o local
checar as irregularidades.
Effori conta que, assim que as
placas de proibido estacionar foram instaladas,
procurou o Departamento de Engenharia do Detran
para tentar rever a situação. Segundo
o síndico, um engenheiro do Detran chegou
a ir até a quadra e elaborou um projeto
para que fossem criadas cinco vagas no balão
e outras cerca de 15 vagas próximas a ele.
"A solução já existe.
Só que até agora não fizeram
nada e ainda ficam multando na calada da noite.
É algo escandaloso", argumenta Effori.
O chefe do Departamento de Engenharia
do Detran, José Lima Simões, diz
que não há a menor chance de se
criar vagas no balão da quadra. "Não
vão ser criadas vagas ali. Até porque
não cabe. Como é uma área
curva, os motoristas costumam parar. Mas isso
impede a passagem de outros veículos e
é esse o motivo do aumento da fiscalização",
explica.
Difícil solução
Brasília tem hoje uma frota de 860 mil
carros emplacados, além de 150 mil veículos
de fora que circulam pela cidade. Para o especialista
em engenharia de tráfego da Universidade
de Brasília (UnB), professor Paulo César
Marques, é impossível criar vagas
gratuitas para todo mundo que resolva comprar
carro. "Não é um problema simples
de resolver, mas também não é
admissível que carros particulares obstruam
espaços públicos", aponta.
O especialista lembra que o problema
da falta de vagas existe em todas as grandes metrópoles.
Em Brasília, a situação se
agrava porque as características da cidade
não favorecem quem não tem carro.
"Uma das saídas são ações
do governo para que outros meios de transporte
sejam atrativos para as pessoas", sugere.
Em curto prazo, o professor recomenda que os motoristas
procurem se adaptar a essa realidade. "Tem
vaga para todo mundo, sim. Só não
dá para parar o carro na porta de casa
toda vez. Talvez seja preciso andar um pouco mais",
alerta.
Fonte: Correio Web ///
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Motoristas devem comunicar sobre veículos
fora de circulação
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O Departamento de Trânsito
do Estado do Pará (Detran) ressalta que
as pessoas que tenham veículos fora de
circulação, definitivamente, devem
comunicar ao órgão, para que seja
dada baixa no sistema sob pena de o proprietário
arcar com os custos, como o licenciamento anual
e multas.
Em caso de acidente, quando constatada a perda
total do veículo, a legislação
vigente determina que o proprietário deve
fazer a comunicação formal ao Detran.
Segundo estabelece a Resolução 011/98
do Conselho Nacional de Trânsito (Contran),
a baixa de veículo é obrigatória
nos seguintes casos: veículo irrecuperável,
veículo definitivamente desmontado, sinistrado
com laudo de perda total e no caso de ser vendido
ou leiloado como sucata.
Para que o Detran faça a "baixa"
no Registro Nacional de Veículos Automotores
(Renavam) comunicando que um veículo está
fora de circulação, é necessário
que o proprietário se dirija ao órgão
levando um pedaço do chassi (o registro
de identificação do carro), onde
está fixado o NIV - Numeração
de Identificação Veicular -, a Carteira
Nacional de Habilitação (CNH) compatível
com a categoria do veículo a ser vistoriado
e o CRV e CRLV (original ou cópia autenticada).
O proprietário recebe uma Certidão
de Baixa do Veículo, que atesta terem sido
realizadas todas as determinações
exigidas pela lei. Segundo o gerente do setor
de Vistoria do órgão de trânsito
estadual, Bruno Magno, o Departamento só
pode autorizar a baixa em seus registros mediante
quitação de débitos fiscais
existentes e de multas de trânsito e ambientais,
vinculadas ao veículo, independentemente
da responsabilidade pelas infrações
cometidas.
Bruno adverte também que tanto os documentos
do veículo, quanto as partes do chassi
que contêm o registro NIV e suas placas,
são recolhidos pelo Detran que, obrigatoriamente,
terá que destruir o chassi. "Esta
é uma determinação do Conselho
Nacional de Trânsito como forma de assegurar
que o veículo jamais volte a circular".
A taxa cobrada pelo Detran para a realização
deste serviço é de 60 UPF (Unidade
de Padrão Fiscal) ou R$ 103,03.
A Resolução 011 determina ainda
o prazo de 15 dias, após a constatação
da condição do veículo através
de laudo, para providenciar a baixa no registro
do Detran; caso contrário, incorrerá
nas sanções previstas no artigo
240 do Código de Trânsito Brasileiro
(CTB), por infração de natureza
grave: cinco pontos na carteira, com multa e recolhimento
do Certificado de Registro e do Certificado de
Licenciamento Anual. A legislação
também determina que o desmonte legítimo
do veículo deve ser efetuado exclusivamente
por empresas credenciadas pelo órgão
executivo de trânsito do estado, no caso
o Detran.
Serviço - Em Belém o setor de vistoria
funciona no Detran sede, na Augusto Montenegro,
ao lado do Estádio Mangueirão, no
horário de 7:30 às 13:30h (para
veículos de passeio, permissionados, caminhões
e ônibus intermunicipal e interestadual)
e das 14h às 16h30 para transporte coletivo
urbano e veículos de aprendizagem. No demais
municípios funciona nas agências
locais.
Fonte: Agência Pará
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Governo de SP cobra mais de 327 mil devedores
do IPVA
As dívidas são referentes ao
período de 2001 a 2005; em média
os débitos são inferiores a R$ 700,00.
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SÃO PAULO - A Secretaria da Fazenda
do Estado de São Paulo começa a
enviar, nesta segunda-feira, 28, 327.517 notificações
a proprietários de veículos (com
placas de final 3 e 4) de todo o estado que estão
com o recolhimento do Imposto sobre a Propriedade
de Veículos Automotores (IPVA) em atraso.
São 857.429 débitos, referentes
ao período de 2001 a 2005.
O valor médio de dívida por veículo
é de R$ 637,58, já atualizado, incluindo
juros e multas. Toda a receita obtida com a recuperação
dos débitos, que somam mais de R$ 208,8
milhões, será partilhada entre o
Estado (50%) e o Município (50%) onde o
veículo está licenciado.
Os contribuintes inadimplentes têm 30 dias
para efetuar o pagamento ou fazer a contestação.
O Diário Oficial de sábado, 26,
publicou suplemento com edital contendo a lista
completa das notificações. No site
da Imprensa Oficial do Estado, os proprietários
podem verificar se estão na lista de notificações,
digitando o número do CPF ou do CNPJ.
Este é o terceiro lote de cobrança
expedido pela Coordenadoria da Administração
Tributária (CAT), da Secretaria da Fazenda.
O primeiro lote foi expedido no dia 31 de julho
(veículos com débitos originais
superiores a R$ 2 mil, independente do número
da placa) e, o segundo, no dia 21 de agosto (veículos
com débitos inferiores a R$ 2 mil; final
de placas 1 e 2). Outros três lotes serão
expedidos em setembro e outubro, com os demais
finais de placa. As dívidas somadas de
cada veículo desses lotes também
são inferiores a R$ 2.000,00.
Lotes anteriores
No primeiro lote de notificações
constam 145.741 débitos, que alcançam
o montante de R$ 184 milhões, incluindo
o imposto, multa e juros. O valor médio
da dívida de cada contribuinte, já
atualizado, incluindo os débitos desses
anos chega a R$ 5.176,00. Desse total de notificações,
27.820 são de proprietários da Capital
e de municípios da Grande São Paulo.
Outras 7.866 referem-se a veículos do Interior
e do Litoral.
Já no segundo lote, foram notificados 313.767
proprietários de veículos (com final
de placa 1 e 2) de todo o estado, o que corresponde
a 838.740 débitos. O valor médio
de dívida por veículo é de
R$ 634,07, já atualizado, incluindo juros
e multa. Esses débitos somam mais de R$
198,9 milhões.
As notificações enviadas pelo correio
obedecem ao endereço do proprietário
que está cadastrado no Detran. Nessa correspondência
constam as informações sobre os
débitos do IPVA (imposto, juros e multa),
a identificação do contribuinte,
dados do veículo, instruções
para o pagamento, indicação do Posto
Fiscal da área do endereço do proprietário,
bem como prazo para o recolhimento ou para fazer
a defesa. O prazo de 30 dias passa a contar a
partir da data da publicação no
Diário Oficial.
Quitação
Os débitos do IPVA podem ser pagos isoladamente
no Banco Nossa Caixa, bastando apresentar o número
do Renavam. Nos demais bancos credenciados e casas
lotéricas, além da quitação
da dívida, será exigido o recolhimento
integral de eventuais débitos que o proprietário
possua em relação ao veículo,
incluindo multas de trânsito, seguro obrigatório
ou mesmo licenciamento.
O recolhimento pode ser feito também por
guia Guia de Arrecadação de Receita
Estadual (GARE-IPVA), obtida no site da Fazenda
- ou no Poupatempo e também nos postos
fiscais.
A ausência de pagamento e de contestação
levará a Secretaria da Fazenda a encaminhar
os débitos para inscrição
na Dívida Ativa. A cobrança poderá
ser pela via administrativa, com o protesto da
Certidão da Dívida Ativa em Cartório;
ou judicial, via execução fiscal,
com ajuizamento da respectiva Certidão
da Dívida Ativa. O débito fiscal,
após ajuizado, será acrescido de
honorários advocatícios.
Contestação
A contestação deverá fazer
referência à notificação
do lançamento, conter a qualificação
do contribuinte e a identificação
do signatário (ser for esse o caso), os
dados do veículo, fundamentação
da defesa. O proprietário deverá
juntar cópia do Certificado de Registro
do Veículo, comprovante de recolhimento
do IPVA (quando for o caso) e outras provas ou
informações que julgar relevantes.
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CET instalará 40 novos radares na Capital
Pelo contrato, os radares já começam
a multar os motoristas infratores a partir da
segunda metade do mês.
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SÃO PAULO - A partir de
15 de setembro, os radares móveis para
fiscalização de excessos de velocidade
estarão de volta às ruas e avenidas
de São Paulo. Como anunciou ontem, a Secretaria
Municipal de Transportes (SMT) selou um contrato
emergencial com empresas para aluguel de 40 unidades
do equipamento, que deverão ser alternadamente
instalados em 300 pontos da Capital. Pelo contrato,
os radares já começam a multar os
motoristas infratores no dia 15, mas apenas no
dia 30 de setembro as firmas estão obrigadas
a colocar todos os dispositivos em operação.
Desde de junho deste ano, segundo a Companhia
de Engenharia de Tráfego (CET), o serviço
não é prestado em São Paulo.
O antigo contrato foi rompido no dia 26. Descobriu-se
que o consórcio responsável havia
operado no começo do ano com cinco radares
a menos que o previsto.
As novas empresas irão atuar por 180 dias.
Receberão nesse período R$ 3,36
milhões - ou R$ 14 mil por equipamento/mês.
Segundo a Prefeitura, haverá uma economia
de 64%, fruto da adoção de um novo
modelo de remuneração, que estabelece
um valor fixo, em detrimento do antigo, que funcionava
por quantidade de multas aplicadas.
Secretaria nega irregularidade.:
A SMT, em nota oficial, negou qualquer irregularidade
no processo sem licitação. Como
explicou o órgão, "as contratações
são feitas em caráter emergencial
para que o serviço possa ser reativado
no menor tempo possível". Afinal,
segundo o governo municipal, "a fiscalização
eletrônica é fator de segurança
no trânsito".
A pasta de Transportes da Prefeitura explicou
ainda que os contratos podem ser rompidos a qualquer
momento. Essa possibilidade será importante
caso a concorrência 003/06, que tem como
objeto a contratação regular dos
equipamentos na Capital, seja encerrada. Dessa
forma, o serviço emergencial, sem licitação,
seria substituído pelo tradicional e oficial.
Fonte: Arthur Guimarães.
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STTrans multa cerca de 100 motoristas em uma
semana
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Na primeira semana de fiscalização
da Superintendência de Transporte e Trânsito
de João Pessoa (STTrans), cerca de 100
multas foram aplicadas por estacionamento indevido
em calçadas. O foco da ação
dos agentes de trânsito, em princípio,
são as avenidas Maciel Pinheiro e Epitácio
Pessoa. Nas duas vias, 90% dos imóveis
são pontos comerciais com fluxo intenso
de visitantes e veículos.
"Estamos surpresos, porque as pessoas estão
respeitando. Principalmente na Epitácio
Pessoa, percebemos uma mudança significativa
de hábitos", afirmou o titular da
STTrans, Deusdete Queiroga. Ele acredita que o
número reduzido de multas aplicadas se
deve ao sucesso da campanha educativa, realizada
há duas semanas por equipes do órgão.
"As pessoas estão se educando. Sabendo
que o que faziam estava errado", ressaltou
o superintendente.
Queiroga ressaltou ainda a dificuldade enfrentada
pelos agentes de trânsito ("amarelinhos"),
em aplicar a punição aos motoristas
infratores. O valor da multa é R$ 127,54.
Além disto, o condutor do veículo
perde cinco pontos na carteira de habilitação.
"Neste caso o trabalho é mais delicado
porque há contato entre o agente e o condutor.
Às vezes, a pessoa reage com agressividade",
relatou Deusdete.
Durante a primeira semana de fiscalização,
destacou, não houve registro de incidente
grave, como necessidade de reboque de veículos
estacionados em calçadas ou atrito entre
agentes e motoristas. O titular da STTrans informou
que a ação vai continuar na Maciel
Pinheiro e Epitácio Pessoa até que
o volume de multas aplicadas seja reduzido. "O
trabalho é permanente. O que vamos fazer
é ampliar para outra áreas",
ressaltou Deusdete Queiroga.
Ele revelou ainda que as áreas para ampliação
da ação dos amarelinhos ainda estão
sendo definidas por meio de levantamento técnico.
Entre as opções estão as
avenidas Rui Carneiro e Beira-Rio.
Fonte: Juliana Brito. ///
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Radar móvel sem aviso pode ser proibido
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A Câmara analisa o projeto
de lei nº 6.574/06, do deputado José
Roberto Arruda (PFL-DF), que altera o Código
de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/97)
para regulamentar a instalação de
equipamentos medidores de velocidade. A proposta
também proíbe o parcelamento de
multa por infração gravíssima.
De acordo com o projeto, a utilização
dos medidores somente poderá ocorrer se
houver placas informando a existência de
fiscalização eletrônica e
a velocidade máxima permitida na via. Se
houver redução da velocidade máxima
ao longo da pista, a fiscalização
eletrônica só poderá ser realizada
se forem instaladas placas sinalizando a redução
do limite de velocidade em intervalos de 20 km/h.
O projeto estabelece que, quando
o medidor eletrônico não registrar
a imagem do veículo, a fiscalização
deverá ser acompanhada por um agente de
trânsito, responsável por reunir
as informações necessárias
à aplicação da multa.
Já nos casos de medidor com dispositivo
fotográfico, a presença do agente
é desnecessária, mas a imagem deverá
permitir a identificação da marca
e da placa do veículo, além de informar
a velocidade máxima permitida na via, a
velocidade do veículo, o local em que foi
registrada, a data e a hora da infração
e o número de série do medidor utilizado.
O auto de infração
registrada por fiscalização eletrônica
também deverá trazer a tipificação
da falta, a velocidade considerada para a aplicação
de multa - ou seja, a velocidade máxima
permitida somada ao erro máximo previsto
pela legislação metrológica
-, o tipo de equipamento utilizado e a assinatura
da autoridade de trânsito responsável
pela autuação.
Na opinião de Arruda, a
regulamentação do uso de medidores
de velocidade vai evitar o uso inadequado da fiscalização
eletrônica. Ele lembra que há denúncias
da população de que os medidores
servem apenas para gerar receita para o setor
público e para empresas privadas.
Tramitação
O projeto foi apensado ao PL nº
3.140/00, que trata do mesmo assunto. As propostas
tramitam em caráter conclusivo e serão
analisadas pelas comissões de Viação
e Transportes; e de Constituição
e Justiça e Cidadania.
.Fonte: Panorama Brasil. ///
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Multas de trânsito caem 35% com nova
lei de infrações
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Após completar um mês
de vigência, a nova lei que modificou os
níveis de penalidades por excesso de velocidade
repercutiu, em vez do esperado, numa queda de
35,6% em média do número de multas
aplicadas pelo Departamento de Trânsito
de Limeira em relação ao primeiro
semestre de 2006.
De 26 de julho, data a partir da qual a lei 11.334
passou a valer, até 23 de agosto, foram
processadas 672 multas por excesso de velocidade.
No primeiro semestre, ocorreram 6.267 notificações,
o que corresponde a uma média de 1.044
multas por mês.
As 672 infrações foram divididas
nos seguintes níveis: 543 excederam o limite
de velocidade até 20%; 118 foram notificados
por estarem entre 20% e 50% do permitido e outros
11 foram flagrados acima de 50%, o que rende suspensão
temporária por 2 meses, além de
uma multa de R$ 574,62 e apreensão do veículo.
O assessor departamental de Trânsito,
Maurício Delgado, disse que a queda ficou
bastante visível e pode ser explicada por
um determinado receio dos motoristas no momento
seguinte a uma mudança de regra imposta
por lei. "'É um processo natural do
medo de infringir, mas que exige cautela porque
a nova lei não deixa de beneficiar o infrator",
explica.
Na lei antiga, as multas aplicadas
pelos dois radares móveis nas 22 vias monitoradas
da cidade puniam quem fosse flagrado abaixo ou
acima de 50% do permitido. "Abaixo de 50%
era infração grave com pagamento
de R$ 127,69 e agora houve um benefício
porque ganha apenas uma média", explica.
Foram, em média, 987 infrações
por mês nesta categoria no primeiro semestre
de 2006. O primeiro mês, quando somados
os dois níveis em que foram divididos esta
categoria, registrou 661 notificações,
queda de 33%. Destes, apenas 543 foram beneficiados
com um desembolso menor na despesa da multa, cobrada
a R$ 85,14.
REFLEXÕES
Embora considere o período
de um mês apenas um esboço de uma
avaliação da nova lei, Delgado reafirma
que a queda não impede que contínuas
reflexões sejam mantidas sobre a conscientização
no trânsito. "Sabíamos que a
nova lei iria alterar pouco nas vias urbanas pelo
fato de a realidade mostrar que as pessoas abusam
sempre um 'pouco' do limite permitido e não
'bastante'. Esperamos que a discussão tenha
causado uma conscientização maior
nos motoristas". O indicador dos mais abusados,
flagrados acima de 50%, também caiu: média
de 24 por mês no primeiro semestre contra
os 11 do primeiro mês.
A adequação à
nova lei já tinha provocado benefícios
a 789 condutores que não haviam recebido
a notificação da multa antes de
25 de julho, conforme informado pela Gazeta há
duas semanas. Com os dados do primeiro mês,
a Prefeitura deixará de arrecadar R$ 23.104,65
que, somados aos R$ 33.571,95 relativos às
789 multas abrandadas, chegam a menos de R$ 56.676,60.(RS).
Fonte: Gazeta de Limeira. ///
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Detran adverte que extintor é equipamento
obrigatório
A falta do equipamento é considerada
multa de natureza grave, com acúmulo de
cinco pontos na CNH.
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BELÉM - Uma das infrações
registradas com mais freqüência nas
fiscalizações feitas pelo Departamento
de Trânsito do Estado do Pará (Detran-PA)
é o uso do extintor de incêndio com
o prazo fora da validade. Há casos, ainda,
de condutores que simplesmente deixam de usar
o equipamento.
Considerado como de porte obrigatório
no veículo, conforme determina o Código
de Trânsito Brasileiro (CTB), o extintor
é um dos instrumentos mais importantes
em qualquer tipo de veículo.
Somente este ano, já foram registradas
pelo Detran 1.814 infrações em todo
o Pará pelo não uso de algum tipo
de equipamento de porte obrigatório. Em
Belém, foram 571. Essa infração
é considerada grave, com imputação
de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação
(CNH) e multa no valor de R$ 127,69.
De acordo com a legislação de trânsito,
nenhum veículo automotor pode sair de fábrica,
ser licenciado e circular nas vias públicas
sem estar equipado com o extintor de incêndio.
O equipamento deve ser fixado na parte dianteira
do compartimento interno destinado a passageiros.
Os extintores de incêndio têm que
ter a marca do Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial
(Inmetro).
Em abril de 2004 o Conselho Nacional
de Trânsito (Contran) estabeleceu nova resolução
que trata do extintor. Pela normativa, que fixa
especificações para extintores de
incêndio obrigatórios nos veículos
do tipo automotores, elétricos, reboques
e semi-reboque, esses equipamentos devem ter agente
extintor "pó ABC", capaz de apagar
três classes de incêndio veicular.
Antes, o utilizado era o "pó BC",
ineficaz, segundo avaliação dos
especialistas consultados pelo Contran, para combater
incêndio de materiais sólidos de
alta combustão, como pneus e puxadores,
por exemplo. Eles eram próprios para combater
fogo apenas de duas classes de incêndio:
materiais líquidos combustíveis
e materiais elétricos como baterias e a
parte de fiação elétrica.
Pela normativa, todos os veículos já
devem ter, desde janeiro do ano passado, extintot
com o novo pó químico à base
de monofosfato de amônia e sulfato monoamônio
no lugar do antigo pó químico seco
à base de bicarbonato de sódio.
A substituição do extintor está
sendo gradual e, de acordo com a resolução,
está prevista para ocorrer até 2009.
A não utilização do novo
extintor nos prazos previstos resultará
em multa de R$ 127,00, a partir de janeiro de
2010.
Utilizado ainda pela maioria dos condutores, o
"BC" tem duas datas de validade: a primeira
de acordo com a durabilidade do agente químico
(válida por três ou cinco anos),
recarregável, e a do teste hidrostático,
que avalia a pressão do equipamento.
Os condutores devem ficar atentos. Após
o vencimento do teste hidrostático, o extintor
tem que ser substituído por outro da classe
"ABC", com validade de cinco anos e
não recarregável.
Todos os veículos, com exceção
de bicicletas, motocicletas, ciclomotores, veículos
de coleção , quadriciclos e triciclos
sem cabine fechada, devem ter obrigatoriamente
o extintor.
Fonte: (RS). ///
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Multa com engate
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Motoristas que possuem o engate
traseiro em seus veículos devem atentar
para o prazo de 180 dias estabelecido pelo Conselho
Nacional de Trânsito (Contran) para adequação
do acessório com a nova regulamentação
do órgão, emitida no último
dia 25 de julho.
Segundo Ivan Pereira, presidente
da Associação dos Reparadores de
Veículos de Limeira, a adaptação
veio em decorrência da polêmica sobre
a proibição do engate, engavetada
pelo Governo em março deste ano. O dispositivo
terá de ter, obrigatoriamente, a esfera
apropriada para o reboque, tomada e instalação
elétrica para conexão do veículo
rebocado, suporte para fixação da
corrente de segurança, ausência de
superfícies cortante, o que levará
ao arredondamento da peça que segura a
esfera e os dispositivos de iluminação.
Quem estiver com o engate em desacordo com estas
especificações estará passível
de multa de R$ 127,69 por infração
grave, além de 5 pontos na carteira e retenção
do veículo, num prazo de 180 dias a partir
de 25 de julho. Mudanças também
ocorrerão na fabricação das
peças, mas com prazos maiores para cumprimento.
Os fabricantes seguirão
normas estabelecidas pelo Inmetro num prazo de
180 dias. Já a colocação
de uma placa com a identificação
do fabricante será cobrada em 730 dias.
O Denatran passará a controlar também
a capacidade máxima de tração
dos modelos de veículos, que constará
no manual do proprietário junto com o local
correto para a fixação do engate.
Segundo Pereira, as mudanças
devem provocar correria nos motoristas. Ele revela
que grande parte da frota usa modelos simples,
sem dispositivos necessários para reboque.
"A maioria usa o engate como valor estético
e para proteger o pára-choque e não
como reboque, que é a função
original", explica. Hoje, os engates podem
ser encontrados em estabelecimentos de autopeças,
ao preço médio oscilando entre R$
90 e R$ 120.
Outra questão é a
fixação do engate, o que provoca
a polêmica sobre o risco de acidentes. "Muitos
avançam o suporte a distância grande
em relação ao pára-choque.
Isso já deu até processo indenizatório
na Justiça por acidentes no trânsito",
lembra Pereira.
Fonte: (RS). ///
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Sto.André perderá R$ 1,6 milhão
em trânsito com mudança de lei
Especialistas defendem alteração
no CNT
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A Prefeitura de Santo André
pode deixar de arrecadar no segundo semestre de
2006 aproximadamente R$ 1,6 milhão com
multas de trânsito, em decorrência
do abrandamento das punições por
excesso de velocidade aprovado pelo governo federal
no último dia 25. De acordo com a mudança
no artigo 218 do CNT (Código Nacional de
Trânsito), a punição para
o motorista que exceder em até 50% a velocidade
máxima permitida passará a ser mais
branda. Até então, a ultrapassagem
de até 20% do limite era considerada infração
grave, punida com multa de R$ 127,69 e cinco pontos
na carteira.
Mais de 20% já caracterizava infração
gravíssima, que levava à suspensão
do direito de dirigir e ao pagamento de R$ 574,62.
Com as novas regras, quem excede o limite em até
20% comete uma infração média,
com multa de R$ 85,13 e quatro pontos. Entre 20%
e 50%, é punido com infração
grave e a gravíssima fica apenas para quem
ultrapassar os 50% acima. A legislação,
porém, ficou mais rígida em dois
aspectos. As punições passam a valer
tanto para as vias rápidas e rodovias,
quanto para as demais ruas e avenidas, onde a
pena era mais branda. Para os que cometerem uma
infração gravíssima, a suspensão
do direito de dirigir passa a ser imediata e a
CNH (Carteira Nacional de Habilitação)
do infrator será apreendida - além
da multa já prevista.
A projeção de arrecadação
proveniente das multas de trânsito feita
pela Prefeitura de Santo André para 2006
é de R$ 22,6 milhões, verba utilizada
em sinalização, engenharia de tráfego,
de campo, policiamento, fiscalização
e educação de trânsito. Segundo
levantamento da Diretoria de Trânsito, nos
primeiros três meses do ano, as infrações
por excesso de velocidade foram responsáveis
por 26,6% das autuações. Deste percentual,
83,28% são de motoristas flagrados dirigindo
a menos de 20% acima do limite permitido, infração
reclassificada de grave para média, ou
seja, de R$ 127,69 passou a custar R$ 85,13.
De acordo com o assistente da Diretoria de Trânsito,
Edilson Factori, a Prefeitura ainda não
calculou a possível redução
na arrecadação. "É difícil
prever porque nem todas as autuações
chegam aos cofres municipais por causa da inadimplência
e dos recursos que desobrigam o motorista a pagar
as multas", explicou. Além disso,
ele acredita que, se o número de autuações
subir em decorrência do abrandamento, o
valor da arrecadação pode não
ser alterado. "A sensação de
uma penalidade mais branda pode causar uma mudança
de comportamento por parte dos motoristas. Se
eles passarem a se preocupar menos com o excesso
de velocidade, as infrações podem
se tornar mais freqüentes. O problema desta
mudança não é exatamente
financeiro, adequa-se o orçamento à
arrecadação, se for necessário.
O mais importante é a questão da
segurança no trânsito que pode ser
prejudicada", disse Factori.
Mais prejuízo - Outros municípios
também podem ser afetados pela medida e
que não atingirem a projeção
feita para 2006. Juntas, as cidades do Grande
ABC planejavam arrecadar R$ 115 milhões
neste ano. Em São Bernardo, cidade com
a maior frota de veículos da região
(360 mil veículos), a expectativa de arrecadação
é de R$ 49,5 milhões. São
Caetano, R$ 4,5 milhões. Diadema, que arrecadou
R$ 16,6 milhões no ano passado, espera
subir para R$ 18,3 milhões. Mauá
aguarda a quantia de R$ 18 milhões, enquanto
Ribeirão Pires, espera R$ 2,5 milhões.
Rio Grande da Serra não tem projeção
no recebimento de multas por conta da baixa frota
(5,3 mil) e por não contar com agentes
e fiscalização eletrônica.
Fabio Berlinga.
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Fonte: Diário do Grande
ABC ///
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STJ abre precedente contra multas de lombada
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As 10.450 multas aplicadas por
aparelhos eletrônicos entre os meses de
maio e outubro de 2002 em Campo Grande podem ser
suspensas. Decisão da Segunda Turma do
STJ (Superior Tribunal de Justiça) abre
precedente para que condutores que foram penalizados
por excesso de velocidade ao passarem por radares
e lombadas eletrônicas possam ter o valor
ressarcido e os pontos retirados da CNH (Carteira
Nacional de Habilitação).
No entanto, para conseguir que
as alterações sejam feitas, o infrator
terá que entrar com uma ação
na Justiça, conforme explica o advogado
André Borges. "Como a ação
julgada pelo Superior Tribunal de Justiça
não é coletiva, as pessoas que quiserem
ressarcimento terão que fazer o pedido
individualmente".
O diretor do Detran/MS (Departamento Estadual
de Trânsito), Gilberto Tadeu Vicente, também
disse que os interessados em ter o dinheiro e
os pontos devolvidos terão que entrar com
ação na Justiça. "Terá
que ser visto caso a caso na Justiça",
disse Tadeu, explicando que neste caso os infratores
irão ficar impunes, mas "se a Justiça
decide, tem que ser cumprido".
A decisão do STJ que abre precedente foi
em favor da arquiteta Ana Maria Keating da Costa
Arsky não tem poder de cancelar as multas.
"A decisão abre jurisprudência
para o caso. Mas será muito difícil
que os juízes acatem", disse o advogado.
À decisão ainda cabe recurso no
STF (Supremo Tribunal Federal). A corte aceitou
os argumentos da autora porque quando começaram
as multas por equipamentos eletrônicos ainda
não havia uma legislação
federal que autorizasse o uso dos equipamentos
para punir excessos no trânsito.
O diretor do Detran disse ainda que caso a Justiça
determine que os valores pagos sejam devolvidos,
o prejuízo será das prefeituras,
que ficam com a maior parte do montante arrecadado
em multas de aparelhos eletrônicos.
Só em Campo Grande, as 10.450 multas geraram
R$ 1.495.939,58, no entanto, o Detran/MS não
tem informações de quanto desse
total foram pagos. Do total de multas, 7.931 são
graves, totalizando R$1.012.709,39 e 2.523 são
gravíssimas, que gerou R$ 483.230,19.
Fonte: Miramar Júnior ///
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Quebra-molas gera contestações
de condutores em todo o Brasil
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Mas a construção
de quebra-molas é motivo de eternas contestações
pelo País afora. Em Itatiba, interior de
São Paulo, foi até criado o movimento
'Chega de Lombada' - na localidade haveria um
total de 200 lombadas irregulares, um fato que
acabou puxando matéria para a revista 'Quatro
Rodas' em maio de 2002. No Pará, Fernando
Machado da Silva Lima, advogado, jornalista e
professor de Direito Constitucional da Universidade
da Amazônia (Unama) contou 85 lombadas de
Belém a Salinas, um trajeto de 210 quilômetros,
sendo que 20 delas estavam nos últimos
40 quilômetros. 'É realmente inexplicável
essa questão das lombadas, porque o novo
Código de Trânsito Brasileiro, a
Lei 9.503, de 23.09.97, já está
velho e até parece que ninguém ainda
tomou conhecimento do parágrafo único
de seu art. 94, que proíbe 'a utilização
das ondulações transversais e de
sonorizadores como redutores de velocidade, salvo
em casos especiais definidos pelo órgão
ou entidade competente, nos padrões e critérios
estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito
(Contran)'', diz ele, em artigo que foi para a
internet.
Segundo informou no mesmo espaço, 'o art.
95 do Código de Trânsito proíbe
qualquer obra ou evento que possa perturbar ou
interromper a livre circulação de
veículos e pedestres, ou colocar em risco
sua segurança, sem prévia permissão
do órgão ou entidade de trânsito,
e prevê a multa que varia entre 50 e 300
Ufir, independentemente das sanções
cíveis e penais cabíveis, além
da aplicação de multa ao servidor
público responsável pela inobservância
de qualquer das normas dos arts. 93, 94 e 95.
Explicando mais claramente: alguém já
deveria estar sendo multado, porque somente um
cego não conseguiria ver tantas lombadas
e tantos obstáculos criminosamente instalados
nas vias públicas, colocando em risco a
vida de tanta gente'.
Fernando Lima diz ainda que 'a competência
para essa fiscalização e para a
arrecadação dessas multas, de acordo
com o art. 21, IX, do Código de Trânsito,
é dos órgãos e entidades
executivos rodoviários da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
cada um no âmbito de sua circunscrição'.
Diz mais: 'Assim, quem constrói uma lombada
em uma rodovia poderá ser responsabilizado
civilmente, para pagar os prejuízos materiais
causados aos veículos que se acidentarem,
e poderá ser também responsabilizado
penalmente, até mesmo como homicida. O
mesmo pode ser dito da autoridade, que se omite
em suas responsabilidades legais'.
Consultado pelo Automóvel, o profissional
disse achar que 'nada mudou até agora'.
As lombadas que estão sendo construídas
na estrada para Salinas - e em diversos outros
lugares - estão irregulares, com certeza.
Eu não tenho a nova regulamentação
do Contran, mas certamente aquelas lombadas não
seriam permitidas.
Fonte: (RS) ///
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Cinto de segurança é tema de
campanha educativa
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A Prefeitura de Santos e a Companhia
de Engenharia de Tráfego (CET-Santos),
com apoio da Polícia Militar, voltam a
enfocar o cinto de segurança dos veículos
como um dispositivo capaz de salvar vidas, na
eventualidade de um acidente de trânsito.
Para tanto, iniciam, a partir de sexta-feira (18),
campanha educativa com o objetivo de orientar
os ocupantes dos veículos de que em nenhum
momento deve-se subestimar a importância
do equipamento.Além disso, o seu uso é
obrigatório pelo Código de Trânsito
Brasileiro.
Serão distribuídos aos motoristas
10 mil folhetos educativos com a mensagem "Aperte
o cinto agora para não se apertar depois.
Use o cinto de segurança". Os folhetos
alertam que o simples gesto de colocar o cinto
protege a vida e evita multa de R$ 127,69, por
ser de natureza grave.
Além dos panfletos, 30 busdoors serão
afixados nos ônibus municipais e 30 painéis
colocados em gradis, próximos à
travessia de pedestres. Na sexta-feira haverá
distribuição de folhetos na Rua
Brás Cubas, esquina com a Rua João
Pessoa, das 12h30 às 15h30. Já no
sábado (19), entre 15 e 18 horas, a panfletagem
será realizada na Praça da Independência
com a Avenida Mal. Floriano Peixoto
.
Fonte: (RS) ///
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População critica arrecadação
de multas
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A estimativa de que R$ 7 milhões
foram arrecadados em conseqüência de
multas causou indignação na população.
De janeiro a julho de 2006, foram computadas 43.748
multas aplicadas pela SMTT.
Se continuar na mesma proporção,
até o final do ano a quantidade de multa
será de 75 mil, contra 68.756 do ano passado.
Esse montante gerará cerca de RS 7 milhões,
com 80% destinado a SMTT, o que daria para investir
em recapeamento asfáltico, engenharia do
trânsito, melhoria dos terminais de integração,
dos passeios de pedestre e pavimentação
de ruas, além de educação
para o trânsito.
A população se sente assaltada,
já que o número de multas não
sintetiza essas melhorias, nem conseguiu diminuir
os acidentes de trânsito.
Para o motorista Carlos Winner, as multas deveriam
ser amenizadas, já que se o intuito não
é arrecadar, porque distribuir tantos aparelhos
eletrônicos pela cidade? Segundo ele, educar
deveria ser o mote principal dos órgãos
de trânsito, sendo assim, diminuiriam os
acidentes, melhorando tanto para o motorista como
para o pedestre. "Na Barão de Maruim,
há um buraco que mais parece uma cratera,
em pleno centro da cidade. O dinheiro não
é revertido para melhorias no trânsito,
se não as ruas de Aracaju seriam um tapete",
avalia.
Do valor arrecadado com multas, obrigatoriamente
5% são destinados ao Fundo Nacional de
Segurança de Trânsito (Funset), do
Denatran; 80% dos 95% vão para a Superintendência
Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT),
sendo que desse valor, a cada multa a empresa
responsável pela manutenção
da sinalização eletrônica
recebe R$ 19,90. Outros 20% dos 95% vão
para o governo estadual, entre Detran, Polícia
Militar e Corpo de Bombeiros.
Conforme André Carvalho, assessor de Comunicação
do Detran/SE, o órgão tem investido
maciçamente em campanhas educativas, a
exemplo da Semana Nacional do Trânsito,
que acontecerá entre 18 e 25 de setembro,
quando ganhará as ruas a campanha de "Faróis
Acessos", com o intuito de sensibilizar os
condutores, com relação à
prudência no trânsito. "95% dos
acidentes envolvendo vítimas com morte
acontece por três motivos: excesso de velocidade,
imprudência e embriaguez. Infelizmente a
minoria de condutores ainda teima em não
obedecer às leis do trânsito",
afirma.
O taxista Manoel Messias disse
que as campanhas não estão surtindo
efeito do jeito que estão sendo feitas,
pois, ao seu ver, acidentes continuam acontecendo
em grande proporção. Para ele, o
montante acumulado por multas deveria ser revertido
em recapeamento asfáltico, até porque,
segundo o taxista, na periferia da cidade, as
ruas estão intransitáveis. "No
centro está tudo bom, mas quando vai para
os bairros, fica complicado", alfineta.
Manoel Messias disse ter sido multado.
Ele recorreu, mas não obteve êxito,
já que os processos são julgados
pela própria SMTT. Desse mesmo pensamento
comunga o motorista de ônibus José
Pereira. "A gente recorre e gasta mais do
que o valor da multa. Mesmo assim nunca ganha.
Fui multado por um radar. Fica amarelo de uma
vez e se frear, batem no fundo. Quando a gente
chega na SMTT, não adiante nada",
comenta.
Vítimas fatais - Os equipamentos eletrônicos
instalados nas principais vias é a maior
fonte de arrecadação. São
58 equipamentos - 30 radares, 21 fotossensores
e sete lombadas eletrônicas. Embora tenham
sido implantados pela SMTT, acidentes com vítimas
fatais continuam acontecendo em Aracaju.
Conforme estatística do
Sistema de Informação de Acidentes
de Trânsito da SMTT, houve um aumento significativo
de acidentes envolvendo vítimas fatais.
Em 2004, 82 pessoas morrem vítimas do trânsito.
Em 2005, reduziu-se para 48 e somente até
o mês de junho de 2006, 38 sergipanos perderam
a vida. Esses números poderão ser
ainda maiores se divulgadas as vítimas
dos meses de julho e agosto.
No ano passado, 2.564 motoristas
se envolveram em acidentes. No mesmo período
do corrente ano, 3.074 motoristas tiveram problemas
com o trânsito. A avenida Heráclito
Rolemberg é a campeã, com um aumento
de 79,74%, ou seja, o número passou de
79 para 142 casos; segue a avenida Beira Mar,
com 61,05% de crescimento (95 para 153) e Desembargador
Maynard, 49,41% (85 para 127). Os acidentes registrados
na avenida Tancredo Neves cresceram 23,95%, e
continua sendo a vilã do trânsito,
ficando no topo das vias onde mais acontecem acidentes,
com 207 somente esse ano.
Fonte: Correio de Sergipe ///
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